O Cartório Notarial da Loja dos Registos e Notariado do Kilamba Kiaxi, em Luanda, está no epicentro de mais um escândalo de alegada corrupção envolvendo instituições do Estado angolano ligadas à justiça.
Redacção
Em causa está a suposta falsificação de uma escritura pública, que veio a resultar numa certidão comercial falsa, usada pelo cidadão e empresário chinês Zhan Yongqiao — descrito como uma entidade “influente”, “poderosa” e “intocável” em Angola.
O caso envolvendo a empresa de direito angolano I.M.I.
Ilundo, Lda (SU), sociedade comercial unipessoal por quotas, com sede no
município do Soyo, província do Zaire —, remonta ao ano de 2021, mas só agora
passou a ser objecto de uma queixa-crime junto do Serviço de Investigação
Criminal (SIC) afecto ao Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional.
A I.M.I. Ilundo, (SU) Lda, participante do processo-crime,
tem como objecto social a prestação de serviço, incluindo a exploração de
pescas, e foi nessa qualidade que, em Maio de 2020, o seu representante legal,
o cidadão e empresário chinês Yongfeng Gao, acordou em firmar com Zhan
Yongqiao, sócio-gerente da empresa Tian Yi He-Pescas, Lda., uma parceria de
negócio, com vista à implementação de um projecto de pesca e outros.
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