A UNITA considera que, as tentativas de substituir o seu líder, Adalberto Costa Júnior, com base em “elucubrações judiciais”, supostamente “forjadas” e “encenadas” por presumíveis agentes dos Serviços de Informação, acrescida da tentativa de substituir a liderança do seu Grupo Parlamentar e da intimidação do primeiro ministro do “Governo Sombra” da UNITA, constitui em si, a negação do direito à oposição.
Numa declaração do Comité Permanente, a UNITA afirma que tem recebido de
forma reiterada denúncias sobre intenções de atentar contra a vida do
presidente do maior partido na oposição e outros membros da direcção, o que
para o “Galo Negro”, configura uma actitude típica de uma ditadura, pelo que
denuncia a perseguição política de que vem sendo vítima o seu líder Adalberto
Costa Júnior, alegadamente pela segurança do Estado.
No referido comunicado, os “maninhos” reclamam da “falta de proteção do
Estado e denegação de direitos políticos”, apontando como exemplo, a “imposição
da proibição dos órgãos públicos de comunicação social, de o entrevistar ou
publicar as suas intervenções, realizações e de todos os seus pronunciamentos
sobre questões de interesse nacional, conforme previsto na Constituição e na
lei”.
Eis a declaração do Comité Permanente da UNITA:
O Comité Permanente constata com preocupação que a situação política,
económica e social tende a agravar-se e o Governo que não dialoga com os
parceiros sociais, demitiu-se das suas funções essenciais, desvia as atenções
da sociedade para sobreviver, pisoteia os direitos, as liberdades e as
garantias fundamentais, aprofunda a partidarização das instituições públicas e
manipula a justiça para alcançar objetivos político-partidários.
Numa altura em que o país está a viver uma grave denegação de direitos
económicos e sociais, com consequências dramáticas que se reflectem na
incapacidade das instituições sociais em responder a demanda, com destaque para
o congelamento das verbas das unidades orçamentadas incluindo as escolas e os
hospitais, o que tem resultado em mortes evitáveis, constatam-se factos
alarmantes que configuram o abandono das populações e a captura das
instituições públicas pela corrupção generalizada.
Sobre a Conferência Internacional da Plataforma Democratas por África,
tendo em conta os graves incidentes diplomáticos ocorridos, o Comité Permanente
informa que para a sua preparação, a UNITA trabalhou afincadamente com o
Governo angolano durante dois meses. Forneceu a lista dos convidados, a data de
chegada e os propósitos.
Por isso, são inexplicáveis, inadmissíveis e condenáveis, a arrogância, o
desrespeito dos direitos dos participantes estrangeiros, submetidos a maus
tratos e humilhações, expondo a imagem e o bom nome de Angola e do seu
hospitaleiro povo.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA avaliou o julgamento em
curso no Huambo e constata com grande preocupação que a tentativa de
instrumentalização política das instâncias judiciais constitui um verdadeiro
golpe de Estado e um atentado à Democracia, aos Direitos Humanos e à
estabilidade política do País.
Com efeito, a associação dos nomes de Adalberto Costa Júnior, Presidente da
UNITA, Liberty Chiyaka, Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Raul Taty, 1º
Ministro do Governo Sombra da UNITA e Esteves Pena, Membro da Comissão Política
da UNITA visa criar o esteio que justifique a sua incriminação para a
decapitação da UNITA.
O Comité Permanente afirma que tem recebido de forma reiterada denúncias
sobre intenções de atentar contra a vida do Presidente da UNITA e outros
membros da Direcção ,o que configura uma atitude típica de uma ditadura, pelo
que denuncia a perseguição política de que vem sendo vítima o seu presidente,
pela segurança do Estado, pela falta de proteção do Estado e denegação de
direitos políticos, a exemplo da imposição da proibição dos órgãos públicos de
comunicação social, de o entrevistar ou publicar as suas intervenções,
realizações e de todos os seus pronunciamentos sobre questões de interesse
nacional, conforme previsto na Constituição e na lei.
O Comité Permanente alerta sobre os perigos que representa para a
estabilidade política e social, as tentativas da manipulação da justiça, a
fabricação de cenários incriminadores, a tentativa de destituir a liderança da
UNITA legitimamente eleita e as demais manifestações movidas por ódio, racismo,
pela imoralidade e falta de ética, usando e abusando do palco da comunicação
social pública, por agentes dos serviços de inteligência, banalizando o Estado
Democrático de Direito!
O Comité Permanente lamenta que Angola tenha chegado a este estado, numa
altura em que o seu presidente da República é também o Presidente da União
Africana o qual permite que se atente contra os princípios e valores
consagrados na Carta e nos Protocolos da União Africana.
As tentativas de substituir o líder da UNITA com base em elucubrações
judiciais, forjadas e encenadas por agentes dos Serviços de Informação,
acrescida da tentativa de substituir a liderança do seu Grupo Parlamentar e da
intimidação do Primeiro Ministro do Governo Sombra da UNITA, constitui em si, a
negação do direito à oposição política consagrada na Constituição.
O Comité Permanente Condena a reiterada divulgação de documentos de viagem
do Presidente da UNITA nas redes sociais, a partir do protocolo do Estado no
Aeroporto 4 de Fevereiro, um crime que só não é punido, graças a proteção dos
criminosos, pela partidarização e instrumentalização da justiça, da segurança e
das Instituições do Estado Angolano pelo Partido no Poder. Já não restam
dúvidas de que as células do MPLA estão activas e operam a descoberto nas
Instituições do Estado Angolano.
O Comité Permanente insta a PGR a tomar as devidas medidas e a investigar
tais denúncias e apela aos membros, simpatizantes e amigos da UNITA, bem como
aos angolanos de bem, de todas lactitudes, a redobrarem esforços para que não
se reacenda no nosso país o espectro dos assassinatos políticos, que têm o
condão de despoletar conflitos político-sociais de proporções inimagináveis.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, alerta os angolanos
sobre a gravidade destas ocorrências, denuncia a presença de activistas do MPLA
nas Instituições Públicas, usando estas como plataformas de lançamento de
ataques a adversários políticos e vectores da exclusão.
É urgente o Executivo perceber que há limites para tudo. O povo angolano
não vai aceitar que continue a morrer por insensibilidade do Executivo. É tempo
do Governo dialogar com todas as franjas da sociedade, pois a situação de crise
econômica e social criada pela sua gestão, está a tornar-se insustentável.
Face às constatações, o Comité Permanente conclui que:
O governo de Angola no desespero da perpetuação do poder político está a
destruir toda a estrutura que garante a estabilidade política e social e mina
as bases sobre as quais se estava a eregir a estabilidade política e social,
interferindo de forma grosseira na vida dos partidos políticos.
O Comité Permanente recomenda que a UNITA suscite a vinda a Angola de
comissões da União Africana, da Corte de Justiça e dos Povos Africanos, do
Parlamento Europeu, do Tribunal dos Direitos do Homem das Nações Unidas, bem
como solicita o envolvimento dos actores da sociedade civil para acções de
constatação da independência do poder judicial, do abandono criminoso das
populações, da extrema censura nos órgãos de comunicação e da perseguição
política e ameaças à integridade física dos líderes partidários.
O Comité Permanente manifesta a sua total solidariedade ao Presidente do
Partido Adalberto Costa Júnior, demais Dirigentes da UNITA e angolanos em
geral, visados pelo ódio, pela exclusão e pela intolerância do Regime.
Por fim, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, apela à todas
forças democráticas e patrióticas, a sociedade civil, as igrejas, para em conjunto
mobilizar os angolanos para uma ampla manifestação em defesa do Estado
democrático, posto em perigo face a postura antidemocrática do Partido que
mantém refém o Estado.
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