A UNITA (oposição) pediu hoje a suspensão imediata da subida do preço do gasóleo em Angola, considerando que a medida terá reflexos negativos na vida das famílias e empresas e demonstra o "descaso do executivo" com o povo.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, em declaração hoje
divulgada, considera que a subida do preço do litro do gasóleo, que desde
segunda-feira passou a custar 300 kwanzas (30 cêntimos, um aumento de 50% em
relação ao que estava em vigor), demonstra que o executivo angolano "está
completamente em descaso e de costas voltadas para o povo que diz governar".
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido da oposição) afirma que este aumento "terá reflexos tremendamente negativos no setor produtivo que depende grandemente do gasóleo".
Um ajuste que "elevará os custos de produção, bem como os transportes
de serviços públicos, o que afetará inevitavelmente a vida já difícil das
famílias e das empresas", refere o partido político, que insta o Governo
angolano à "suspensão imediata do novo preço do gasóleo".
O litro do gasóleo em Angola subiu desde segunda-feira para 300 kwanzas,
contra os anteriores 200 kwanzas (20 cêntimos), uma medida que, segundo as
autoridades, se enquadro na remoção gradual e flexível dos subsídios estatais.
A UNITA defende, por outro lado, uma retirada "gradual, responsável e
transparente" dos subsídios aos combustíveis que proteja o setor
produtivo, os transportadores e famílias com baixo rendimento.
O partido político insta o Governo angolano a publicar os dados técnicos e
financeiros que sustentam a política de retirada dos subsídios e a apresentação
urgente de um plano nacional de mitigação dos impactos sociais e económicos
desta medida.
Propõe ainda a abertura de um processo de concertação nacional, envolvendo
partidos, sociedade civil, setor privado e parceiros sociais, para redesenhar
uma "estratégia justa, eficiente e transparente" de reforma dos
subsídios.
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