Alguns pensionistas interpelados pelo portal verdadeseverdades, manifestaram-se tristes por causa do novo calendário de prestações elaborado pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
Por: Gabriel Pembele
Martinho Ramos, lamenta o facto na medida em que tem pago propinas dos seus educandos que estão no ensino superior, visto que antes do dia 10 de cada mês, quem não pagar a propina, está sujeito a fazé-lo com a multa de cinco mil kwanzas.
Maria André, pensionista, também corrobora da mesma e acrescentou que a pensão é partilhada com mais despesas do agregado familiar composto por dez pessoas.
"Estou numa situação complica com este calendário de prestações; visto
que, não consigo antecipar o pagamento da propina da minha sobrinha antes do
dia dez de cada mês sem multa, desde que o INSS adiantou mais para além dessa
data, e mesmo assim, não chegava a tempo e horas", lamentou Nazaré Paulo.
Para Agostinho Miguel, antes, a data do vencimento estava aprazada em cada dia dez do mês e às vezes era antecipada, mesmo assim a multa era iminente agora a situação piorou.
Ana Dias, pede que o INSS reveja a situação, isto é, que calendarize o pagamento antes do dia dez ou faça o pagamento em simultâneo com os da função pública para evitar esse stress que vem agudizar cada vez mais as despesas do agregado familiar.
Julião Cabaça, de 70 anos de idade acrescentou que, vive com netos órfãos de pai e mãe e suporta o pagamento de propinas e não só. Para ele, a medida deve ser revista para atenuar o sofrimento da família de que é titular e pensa para os demais que vivem a mesma dificuldade.
De recordar, o calendário de prestações elaborado, este mês de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Segurança Social
(INSS), está assim: Janeiro dia 10, Fevereiro dia 14, Marco dia 14, Abril dia
15, Maio dia 15, Junho dia 13, Julho dia 15, Agosto dia 15, Setembro dia 15,
Outubro dia 15, Novembro dia 14 e Dezembro dia 15.
Por outro lado, o Executivo decretou em Junho último, reajuste da pensão de reforma em 25 por cento/ano até ao "teto máximo" de cerca de 700 mil kwanzas, para fazer face do custo de vida que está cada vez mais exigente para todos reformados e não só.
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