O Ex-Administrador Municipal do Icolo e Bengo e membro do Comité Central do MPLA, Nelson Lopes Funete, saiu em defesa do Presidente da República, João Lourenço, após críticas generalizadas nas redes sociais relacionadas a uma resposta dada pelo Chefe de Estado durante uma conversa com os repórteres na província da Lunda Sul.
O momento ocorreu no final da visita do Presidente à região, quando ele interagiu com jornalistas para um balanço das actividades realizadas. Durante o diálogo, jornalista da radio Ecclésia questionou sobre medidas concretas para evitar uma possível invasão externa após a retirada de Angola como mediadora no conflito entre a RDC e o M23, João Lourenço afirmou que tal cenário é improvável, mas destacou que, caso ocorra, "é fácil de resolver". Ele brincou, dizendo: "Vamos arranjar uma farda e uma arma e entregá-la a si e mobilizá-la para as Forças Armadas. E pronto, fica o problema resolvido".
As declarações geraram debates nas redes sociais, com a oposição e alguns sectores da sociedade interpretando o comentário como uma "brincadeira de mau gosto". No entanto, Nelson Lopes Funete argumenta que as palavras do Presidente foram mal compreendidas e devem ser vistas no contexto da responsabilidade coletiva na defesa da pátria.
"Não permitamos que a oposição nos manipule", afirmou Nelson Funete. " Pois essa é sua principal estratégia: semear confusão e desunião entre os angolanos é uma estratégia conhecida. Como patriotas conscientes, devemos compreender o verdadeiro significado das palavras do Presidente João Lourenço."
Funete explicou que o Presidente reforçou um princípio fundamental: "A
defesa da nossa pátria é responsabilidade de todos nós, angolanos." A
menção à mobilização de cidadãos comuns, incluindo jornalistas ou outros
profissionais, não foi uma "brincadeira", mas sim uma lembrança de
que, em momentos críticos, todos podem.
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