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O BD como Promotor da Alternância Política Sustentável de Angola – Américo Vaz

 Com a nova conjuntura política, económica, social, cultural e ambiental, o BD está vocacionado para ser um promotor de mudança. Para cumprir esse papel, temos trabalhado para divulgação e concretização do nosso pensamento político e filosófico. Fundado como uma alternativa política com foco na promoção da democracia participativa em Angola, o BD assume a forma concreta de movimento social para desempenhar o papel de federar vontades pela mudança política do país em todos os níveis: do Estado, da Economia e da Sociedade.

Além de congregar compatriotas anti-regime, ao mobilizar a irreverência e a criatividade das mulheres, dos jovens, dos homens inconformados e dos activistas, o BD assume para si a tarefa de responder aos sentimentos profundos dos angolanos e às grandes questões da nossa actualidade. Face à hegemonia do espaço político nacional e à marginalização das forças políticas e sociais, o BD tem a obrigação de federar, em torno de um projecto político, económico, social, cultural e ambiental alternativo, todas as forças da sociedade civil e políticas, constituindo uma base social alargada de apoio que lhe permita ser um obstáculo às pretensões do regime autocrático.

Perante o imperativo de resistência e democratização, o movimento pela alternância deve participar activamente na mudança política do país. O BD é o instrumento que, nas circunstâncias actuais, se disponibiliza para a sua efectiva concretização.

Neste contexto, em 2017, o BD, na sua reunião do Conselho Nacional, aprovou uma resolução para operacionalizar a federação das forças políticas e sociais em torno da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), que, infelizmente, não conseguiu consolidar a federação à sua volta como a única alternativa viável para evitar a perpetuação do regime autocrático no poder.

A viabilidade da federação das forças políticas e sociais surge com a construção de amplos consensos nacionais, nos quais o BD se constituiu como o esteio da criação da Frente Patriótica Unida (FPU), convocando, desde logo, todos os cidadãos engajados na luta urgente pela alternância em Angola.

Para alcançar esse objectivo, o BD aprovou, por maioria, na última Convenção realizada em 2021, a moção de estratégia que instituiu a FPU como a plataforma viável e coesa para a materialização da tão desejada alternância política em Angola.

É um fundamento claro de que o BD tem agora a obrigação de assimilar, acomodar e adaptar-se aos efeitos da FPU e traduzi-los naquilo que se configura como a vontade popular, transformando-os nos termos definidos na Lei 22/10, de 3 de Dezembro – Lei dos Partidos Políticos.

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