A Jetour Angola, empresa chinesa que liderou o mercado de vendas automóveis durante cerca de três anos, perdeu, recentemente, um dos mais importantes e respeitados selos de reconhecimento e prestígio do sector automóvel.
A DAIMIC MOTORS foi há dias anunciada pela Superbrands a nova detentora do selo MOND SELECTION, por se destacar superior em vendas de viaturas do mercado angolano. Após o episódio, a Jetour Angola foi forçada a retirar todas as publicidades e outdoors em circulação em todo o país, que a exaltavam como a número um em vendas automóvel.
Segundo fontes deste portal, a gigante chinesa ficou para trás por conta de
vários problemas enfrentados pela actual direcção, que começou em finais de
2021, altura em que as vendas chegavam a 200 carros por mês.
O Club K sabe que, factores como constantes reclamações de clientes,
dívidas milionárias com trabalhadores, incumprimento de contratos com parceiros
e fornecedores resultaram numa baixa sem precedentes das vendas que caíram para
menos de 20 carros por mês, tendo afectado o prestígio que sempre teve no
mercado.
Entre as dívidas, consta o braço-de-ferro instalado contra o antigo
director-geral daquela empresa, Smith de Azevedo, que exige o pagamento de
cerca de 6 milhões de USD (aproximadamente 4 mil milhões de Kz) resultantes de
um incumprimento que já se arrasta na justiça há mais de 3 anos.
O caso teve queixa-crime aberta pelos advogados da própria Jetour, mas,
estranhamente, até agora o processo não tramita em julgado, alegadamente, por
interferência de mãos invisíveis a interesse da própria empresa, avançam as
fontes deste portal.
Informações em posse do Club-K dão conta que, clientes e parceiros, acorrem
frequentemente às instalações desta empresa em Luanda para reclamar de avaria
técnica em viaturas recém-compradas, erros de fábrica e problemas na entrega e
formalização da documentação após o acto de compra.
As várias reclamações que se estenderam também nas redes sociais da Jetour,
obrigaram a suspensão da página do Instagram por mais de 48h, devido a duras
críticas de internautas sobre a má prestação da empresa, que foram eliminadas
após restabelecerem a página.
Outra guerra travada por Yung Hui Ren (Beni) proprietário da Jetour é sobre
uma fraude encontrada no modelo X30 da Jetour, que na verdade, é uma réplica do
modelo TIGGO3-2016, que estranhamente, ficou, alegadamente, a coberto do
Ministério dos Transportes que não se pronunciou sobre o assunto.
Fontes daquela empresa confirmam que a CHINANGOL, entidade detentora da
Jetour Angola, está implicada em vários processos fraudulentos e casos de
defraudação automóvel com o compadrio de várias instituições do Estado que
“mixam” para manter a boca fechada e fazerem ouvidos de mercadores.
O Club-K tentou, sem sucesso, obter o contraditório da Jectour Angola por
duas vezes, junto das suas instalações, sendo que segunda ocasião, a
responsável pela área de publicidade e marketing, identificada por Albertina
Gonçalves, não aceitou falar sobre o assunto.
Entretanto, após 3 horas de espera pelo contraditório, um dos funcionários,
que atende pelo nome de Kenef, informou que ninguém estava disponível para se
pronunciar.
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