De acordo com a douta acusação do Ministério Público, sete “terroristas” planearam mandar para o espaço a Refinaria de Luanda, o Palácio Presidencial, a sede da Comissão Nacional Eleitoral, a Zona Económica Especial, a embaixada dos Estados Unidos da América, em Luanda, e ainda, o Centro de Distribuição de Energia Eléctrica do Belém, instalações de armazenamento de combustível da Sonangol, o edifício do Serviço de Investigação Criminal.
Para a execução de tais empreitadas, os sete presumíveis terroristas
mobilizaram arsenal bélico de ponta.
O Ministério Público listou, nomeadamente, a) granada de mão do tipo letal RG 42, de origem russa; b) granada de mão do tipo letal F1, de fabrico russo; c) granada de mão do tipo letal RGD5, de origem russa; d) granada de mão do tipo letal M26, origem russa; e) granada de mão do tipo letal M75, origem Yugo; f) granada de mão do tipo letal FM962, origem portuguesa; g) granada de fragmentação anti-pessoal do tipo defensiva, denominada F-1 de fabrico russo; h) granada de mão anti-pessoal do tipo PRB- 423 de fabrico belga; i) granada de mão ofensiva RDG-5 de fabrico russo; j) granada de fumo do tipo XL de fabrico britânico e k) granada de mão do tipo RG-42 de fabrico chinês.
De acordo com a acusação, o Laboratório de Criminalística de Luanda constatou
que apenas um desses artefactos, a granada de mão do tipo letal M75, “de origem
Yugo” se “apresenta em bom estado técnico”. Todos os outros artefactos ou estão
“parcialmente obsoletos” ou “apresentam-se parcialmente em bom estado técnico”.
Se o Ministério Público não nos toma a todos como um bando de idiotas, no
mínimo deveria absolver imediatamente os pretensos terroristas por serem
portadores de graves perturbações mentais.
É que ninguém no seu perfeito juízo pode congeminar a destruição do palácio presidencial ou da muito bem protegida embaixada norte-americana em Luanda com granadas “parcialmente obsoletas”.
E, já, agora, seria bom que o Ministério Público esclarecesse se a única
granada que “se apresenta em bom estado técnico” seria usada para explodir a
residência oficial do Presidente da República, se estria destinada a rebentar
com a embaixada yankee ou se era para mandar para o espaço a Refinaria de
Luanda.
A manipulação de pessoas não é tarefa que deve ser confiada a mentecaptos.
General das e Comandante-em-Chefe das FAA, o Presidente da República dá algum
crédito a essa brincadeira de péssimo gosto?
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