Vinte e cinco famílias de vítimas de crimes cometidos durante o ‘apartheid’ na África do Sul, e ativistas que sobreviveram, vão processar o Governo sul-africano, que acusam de “falha flagrante” na investigação destes acontecimentos, anunciaram hoje em comunicado.
A queixa, apresentada na segunda-feira num tribunal de Pretória, visa o atual Presidente, Cyril Ramaphosa, os ministros da Justiça e da Polícia, e os chefes do Ministério Público e da Polícia Nacional, segundo uma cópia enviada à comunicação social.
Os familiares das vítimas, que incluem o filho de Fort Calata, uma das quatro pessoas assassinadas em 1985 nos chamados “assassínios de Cradock”, pedem “indemnizações constitucionais pelo flagrante fracasso do Governo em investigar e processar adequadamente os crimes políticos cometidos durante a era do apartheid, na sequência do processo da Comissão da Verdade e Reconciliação (TRC)”.
Exigem também uma “comissão de inquérito independente e pública sobre a
interferência política que levou ao enterro de várias centenas de crimes
graves”.
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