A Rádio Huambo, um dos principais meios de comunicação da província, atravessa uma grave crise interna, marcada por denúncias de desrespeito aos jornalistas, acusações de favorecimento e desorganização administrativa. A situação se agravou desde a nomeação de Maria Ivone de Lourdes como diretora, que, ao lado da sua equipe, composta por Francelino Pedro (chefe de produção) e Isaac Bonga (editor-chefe), tem sido alvo de críticas por sua gestão controversa e, segundo fontes internas, pouco profissional.
De acordo
com fontes da rádio, a equipe de Ivone de Lourdes tem demonstrado práticas
questionáveis. Isaac Bonga, que ocupa o cargo de editor-chefe, é acusado de não
cumprir as responsabilidades associadas ao cargo, sendo frequentemente visto no
ISUPE (Instituto Superior Politécnico de Ciências de Humanidades Ekuikui II) e
deixando outras pessoas realizarem o trabalho editorial. Isso levanta preocupações
sobre o impacto da sua gestão no conteúdo produzido pela rádio.
A diretora tem sido acusada de suspender jornalistas sem justificativa clara, como no caso do jovem Artur Carlos Jorge, do Kwanza Sul, que foi afastado pelo uso das iniciais "ACJ", com a acusação de ser militante da UNITA, mesmo tendo utilizado as mesmas iniciais antes de Adalberto Costa Júnior assumir a liderança da agremiação política. Outros jornalistas também foram alvo de punições arbitrárias, como Noémia Martins Emília da Costa, afastada dos programas Serão Cultural e Domingo é Nosso, devido à sua crescente notoriedade e simpatia da classe artística da província.
Um dos casos
mais emblemáticos foi a auto demissão de Florinda Júlia, jornalista experiente
e esposa do também jornalista reformado José Capua Sekesseke. Florinda não
suportou mais as ofensas e desrespeito vindos da própria colega de trabalho,
que a viu crescer e a recebeu na rádio. Este episódio revelou um clima de
hostilidade e desrespeito dentro da redação, que culminou na saída de uma das
jornalistas mais respeitadas.
A Rádio
Huambo em Colapso
Com a
nomeação da nova direção, a Rádio Huambo viu sua estrutura entrar em colapso.
Fontes internas revelam que o clima de vingança e favoritismo tomou conta da
gestão da emissora. O Instituto Superior Politécnico de Ciências de Humanidades
Ekuikui II, por exemplo, passou a ter direito a tempo de antena sem cumprir os
requisitos exigidos, enquanto estagiárias eram colocadas a apresentar programas
de grande dimensão, prejudicando as vozes consagradas da rádio.
Além disso,
surgiram denúncias de escândalos sexuais envolvendo chefes da rádio, que teriam
sido abafados pela direção. Um jovem da área administrativa, que presenciou
situações comprometedores no local de trabalho, foi silenciado, mas,
curiosamente, foi homenageado na cerimônia de cumprimentos de fim de ano.
Os jornalistas da rádio vivem com medo de perder seus empregos, já que a diretora Ivone de Lourdes tem o apoio do PCA da RNA, Pedro Neto, e do Administrador de Conteúdos, Estanislau Garcia. A situação se agravou ainda mais quando o jornalista Atanagildo Paulo, em uma missão para cobrir o surto de cólera no Macolocolo, foi censurado pela diretora após mencionar, em sua locução, a ausência do coordenador do bairro, devido a "imperativos de agenda". Como resultado, foi obrigado a pedir desculpas ao PCA da RNA, o que gerou ainda mais tensão entre os profissionais da rádio.
Denúncias de
Nepotismo e Irregularidades
Outro ponto de discórdia na Rádio Huambo é o favorecimento de alguns funcionários, como a jovem Yariel Gomes, bolseira do órgão, o que gerou insatisfação entre os trabalhadores, que questionam como ela conseguiu a bolsa de estudos enquanto outros jornalistas, como Felismina das Dores, estão tendo dificuldades para prosseguir com seus estudos.
Isaac Bonga, o editor-chefe, tem sido acusado de não cumprir com suas responsabilidades e de buscar formas de expulsar profissionais, como o médico Dr. Fernando Ferreira Vicente, substituindo-o pela Clínica Medisaf, que teria interesse particular em beneficiar apenas os membros da direção da rádio, como Ivone de Lourdes, Isaac Bonga e Azenaida Cassai.
Clima de
Instabilidade
A situação na Rádio Huambo tem levado os jornalistas a exigirem uma mudança urgente de direção. A pressão sobre a gestão da diretora Ivone de Lourdes cresce a cada dia, e muitos profissionais temem que a rádio venha a enfrentar manifestações em frente à sua sede, caso a crise não seja resolvida.
Por fim, os
trabalhadores alertam para a necessidade de intervenção imediata do PCA da RNA,
Pedro Neto, para evitar que a rádio se afunde ainda mais no caos. A
recomendação mais ouvida entre os jornalistas é a exoneração de Ivone de
Lourdes e a nomeação de uma nova direção, para que a Rádio Huambo possa retomar
sua credibilidade e dignidade perante a audiência e seus profissionais.
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