Era uma vez um país chamado Angola, abençoado por todos os santos da natureza. Rios abundantes, solo fértil, petróleo brotando do chão e diamantes cintilando como estrelas. Era o paraíso na terra. Mas, como toda boa história, havia um problema. Angola não era governada por líderes, mas por colecionadores de riquezas.
Na Angola, o lema nacional era extraoficialmente: "Deus dá, nós pegamos." Os governantes eram verdadeiros artistas. Transformavam petróleo em mansões na Europa, diamantes em jatos privados e os sonhos dos jovens em pó. E o povo? Ah, o povo era só um detalhe.
A juventude de Angola, cansada de promessas vazias, desenvolveu um novo esporte nacional: o salto para o exterior. O objectivo era simples: atravessar qualquer fronteira para buscar um futuro que o país parecia incapaz de oferecer. Quem ficava, jogava outro jogo: o "sobrevive se puderes", com desafios como pagar a escola, achar um emprego e escapar das ruas esburacadas.
Os governantes, em sua genialidade, criaram programas inovadores como:
"Plano Nacional de Esperança Futura", onde o slogan era: "Confie e espere... mas espere sentado." "Fundo para o Desenvolvimento Invisível", que investia bilhões... que ninguém via.
"Educação para Todos", com escolas sem professores, sem livros e, às vezes, sem paredes. Enquanto isso, os recursos naturais eram explorados com tanto entusiasmo que a natureza começou a enviar e-mails reclamando:
"Cara Angola, parem com isso. Atenciosamente, o Meio Ambiente."
Apesar de tudo, o povo era resiliente. Cantavam músicas de protesto, riam
de suas tragédias e ainda tinham fé. Porque, no fundo, sabiam que Angola tinha
um potencial imenso — o problema era quem estava no comando.
E assim, Angola segue em frente. Um país rico de recursos, pobre de
justiça. Um lugar onde o futuro parece sempre a um oceano de distância.
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