O glorioso mundo da comunicação moderna! Onde a lógica da acção psicológica se entrelaça com a propaganda, criando narrativas dignas de filmes de Hollywood. Temos aqui um enredo tão espectacular que até mesmo James Bond ficaria invejoso: 60 toneladas de explosivos prontinhas para transformar o Palácio Presidencial em pó, o hotel Intercontinental em cinzas e, claro, uma refinaria inteira em fumo – tudo isso enquanto o velho Joe Biden tomaria café na varanda do Palácio.
É fascinante como a criatividade jornalística pode transformar qualquer cenário numa epopeia mundial. Aparentemente, estamos a lidar com vilões do mais alto calibre, aqueles que poderiam até ensinar uns truques ao Coringa. Afinal, quem mais, além de um mestre do caos, pensaria em condicionar a visita de um ex-presidente norte-americano com uma operação tão grandiosa e, diga-se de passagem, convenientemente descoberta pelo SIC? Palmas para os heróis da inteligência!
O toque final é o clássico tempero do sensacionalismo: "Em actualização...". Ah, a boa e velha técnica de deixar o público em suspense, à espera ansiosa pelo próximo capítulo dessa novela de acção e conspiração. Não importa se falta lógica ou evidências concretas; o importante é mexer com as emoções, moldar as opiniões e, quem sabe, até redefinir os limites do jornalismo criativo.
E no meio disso tudo, somos levados a reflectir: será que as 60 toneladas
de explosivos incluíam as caixas de "plot twist" usadas para criar
essa história?
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