O Cine Atlântico acolheu recentemente, o acto político central do MPLA e foi orientado pela vice-presidente do partido, Luísa Damião, que esteve ladeado pelo 1º secretário, Luís Nunes e pelo secretário-geral, Paulo Pombolo, em saudação aos 68 anos de existência do partido que governa Angola desde 1975.
A cerimónia, que tinha sido marcada para às 15h00, registou um atraso de
mais de duas horas, tendo começado apenas acima das 17h00. O 68º aniversário
dos camaradas foi celebrado num clima de chuva, que se abateu na capital do
país, facto que terá contribuído no atraso para a movimentação dos militantes,
amigos e simpatizantes do MPLA de diversos pontos de Luanda até ao Cine Atlântico,
palco da actividade.
Participaram da celebração dos 68 anos, no evento no Cine Atlântico, o
secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, o 1º secretário provincial de Luanda,
Luís Nunes, membros do Secretariado do Bureau Político, do Conselho de Honra e
do Comité Central residentes na cidade capital.
A vice-presidente dos “camaradas”, sustentou que a sublime ocasião, serviu
de oportunidade, para prestar uma merecida homenagem aos pais fundadores do
MPLA, que se bateram por uma Angola independente e de paz.
“Neste dia tão especial de aniversário do partido que temos no coração, não
celebramos somente os anos que passaram, mas também os desafios superados, as
conquistas alcançadas com muito esforço e espírito patriótico”, sublinhou.
Luísa Damião realçou que uma das provas “irrefutáveis” de que o seu
partido, consegue adaptar-se ao contexto vigente, é a realização do 8°
Congresso Extraordinário. Segundo a também deputada à Assembleia Nacional, no
referido conclave, o MPLA vai “reflectir sobre o nosso percurso histórico desde
a independência aos nossos dias, bem como os desafios e perspectivas sobre o
futuro de Angola e do nosso Partido.”
“Vamos também fazer ajustes nos nossos Estatutos tendo em conta o contexto
que estamos a viver”, disse.
A vice-presidente do partido no poder, exortou os militantes a celebrarem
os 68 anos de existência do partido, com foco no reforço da acção
político-partidária, nas comunidades. “Hoje, como sempre, mas muito
especialmente nos tempos que atravessamos, o que se espera do militante do MPLA
é uma participação activa na base”.
“Para tal,” destacou a dignatária, “as estruturas a todos os níveis devem
ter as portas abertas para as novas ideias, novas iniciativas, adaptando e
inovando as nossas formas de fazer política, na defesa e promoção da imagem do
nosso Partido”.
Luísa Damião sublinhou ainda ao facto de que, em pleno aniversário do
glorioso MPLA, o país ter registado várias realizações de âmbito nacional e
internacional, sendo que a mais recente, foi sem dúvidas, a vinda pela primeira
vez, de um Estadista Americano, na pessoa de Joe Biden, o 46º Presidente dos
Estados Unidos da América.
“A referida visita de Estado foi um facto extraordinário que não ficará
apenas marcado nos anais da história de Angola, mas trará benefícios
incomensuráveis para o país em várias esferas”, frisou Luísa Damião.
Em sua opinião, “é um momento que marca também o compromisso do Presidente
João Lourenço, com o progresso do País e da importância crescente de Angola no
panorama global”.
“Alguns dos nossos detractores políticos que nunca estão contentes com
nada, foram até ao muro das lamentações, rogar, xinguilar, mas venceu quem
trabalha e quem pensa Angola e os Angolanos”, sinalizou a Vice-Presidente do
MPLA.
De acordo com a organização política, hoje, o MPLA celebra 68 anos de
existência, com foco no congresso extraordinário agendado para os dias 16 e 17
de Dezembro. Este evento, reforça o MPLA, visa fortalecer a unidade em torno da
liderança do partido.
O MPLA entende que o primeiro congresso realizado por Agostinho Neto em
Dezembro de 1977, “é um marco histórico lembrado por estabelecer o carácter e a
orientação ideológica do partido”.
O congresso, que ocorreu dois anos após a proclamação da independência de
Angola, lembra o partido no poder, “aprovou novas directrizes políticas e
económicas, incluindo programas de educação e comunicação social”.
“À medida que o MPLA se prepara para o próximo congresso, a memória de
conquistas passadas continua a inspirar seus militantes a manter a coesão e a
determinação em suas metas políticas e sociais”, ressalta.

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