A Administração Municipal de Cacuaco arrecada, mensalmente, 300 milhões de kwanzas, em impostos locais, sendo que o Mercado do Kicolo contribui em média com 12 por cento, do total, para a Conta Única do Tesouro(CUT), com um montante que varia entre 35 a 40 milhões.
A informação foi avançada na sexta-feira passada pelo
administrador municipal, Auzílio Jacob, no final da reunião de concertação
social de Cacuaco realizada no sítio histórico de Kifangondo, província de
Luanda.
"Há meses que o Kikolo chega a arrecadar 45 milhões de kwanzas. Aí, está a participação do mercado no desenvolvimento do município de Cacuaco e que não existia no passado", esclareceu o administrador.
Em relação ao destino dos valores arrecadados, Auzílio Jacob informou que são aplicados para a expansão da energia eléctrica, água, manutenção das infra-estruturas hospitalares e escolares no município.Elevação do Kikolo
Auzílio Jacob anunciou que desde que Cacuaco perdeu 70 por
cento dos bairros para a província de Icolo e Bengo, no quadro da Nova Divisão
Político-Administrativa, o distrito urbano do Kikolo ascendeu à categoria de
comuna autónoma do município.
De acordo com Auzílio Jacob, depois da aplicação da nova
divisão o município de Cacuaco passará a contar com menos de 300 mil
habitantes, contra os anteriores 1.600.000 estimados.
"Cacuaco apesar de perder infra-estruturas e alguns
territórios fica com um município mais urbano. Por isso, é que se mantém um
município do tipo A", explicou, acrescentando que com a redução da densidade
populacional também poderá se tornar mais fácil a resolução dos seus problemas
sociais.
Projectos do PIIM
O município de Cacuaco tinha inscrito 16 obras no Plano
Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), dos quais 13 foram concluídas e
três estão com mais de 80 por cento na fase de execução física.
Das três empreitadas, faz parte uma Escola Comercial, com 12 salas de aula e duas estradas, devendo serem concluídas antes do final do ano, de acordo com Auzílio Jacob.
Em relação à portagem que vai ser instalada no distrito urbano de Kifangondo, o administrador municipal aplaudiu a iniciativa presidencial.Para Auzílio Jacob, o sistema de portagem vai permitir a
arrecadação de receitas para a manutenção da Estrada Nacional nº 100, devido ao
limite fronteiriço entre as províncias de Luanda, Bengo e Icolo e Bengo, no
quadro da Divisão Político-Administrativa.



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