O presidente e a vice-presidente do MPLA ainda
não deram conta que “algo de errado, não está certo” no Comitê Provincial do
Partido de Luanda (CPPL). João Lourenço e Luísa Damião ainda estão para
perceber que Luanda já não é o “santuário” do partido no poder. Ainda não deram
conta que do jeito que as coisas andam no CPPL, dificilmente o MPLA recuperará
a hegemonia política de então no maior colégio eleitoral do País: Luanda!
As eleições de 2027 estão ao virar da esquina, mas
está a faltar visão holística e política profunda para olear a máquina. Só João
Lourenço e Luísa Damião ainda não deram conta. Se nas eleições passadas o MPLA
teve menos deputados em Luanda, nas próximas poderá ter muito menos. Se não se
puser a pau, o partido no poder vai averbar mais uma acachapante derrota na
capital angolana. Ou seja, o número de deputados pelo MPLA vai continuar a
diminuir. O MPLA vai perder, literalmente, Luanda para oposição.
O fiasco do
MPLA nas próximas eleições na capital angolana - caso aconteça, e tudo indica
que sim - vai contar com o concurso da Direcção de Informação e Propaganda
(DIP) do Comitê Provincial do Partido (MPLA) de Luanda (CPPL) que não pára de
“brincar de maluco” sem que ninguém ponha ordem naquele órgão, que se tem
pautado por um amadorismo primário e uma inaudita irresponsabilidade no domínio
da Comunicação e Marketing político.
O primeiro-secretário de Luanda passa mais tempo a
bravatear-se nas Redes Sociais do que a prestar atenção ao que se passa, de
facto, no CPPL. Por isso não tem vagar para impôr ordem, autoridade e parar o
“forró-bodó” que, de algum tempo a esta parte, acontece no DIP- Luanda, onde a
“cazucuta-piô” está em alta.
O DIP-Luanda está a ser gerido à “trouxe-mouxe”. Ao
que tudo indica, em João Lourenço, nem
Luísa Damião ainda deram conta disso. Depois, à última hora, vão querer correr
sem sucesso atrás do prejuízo. A culpa não é de quem está neste momento no DIP-
Luanda e a confundir marketing político com a promoção de “ninfetas” que chegam
a ridicularizar o presidente do partido em flyers sem estética, com desgarradas
cores e vazios de conteúdo.
Luanda não é
um palco político fácil. E cada dia que passa vai sendo mais difícil por duas
razões: 1) maior consciência política dos cidadãos; 2) o descontentamento
popular decorrente da contínua degradação das condições sociais e econômicas
dos cidadãos. Repito: Luanda já não é um santuário do MPLA e, nos dias que
correm, não é fácil dar “música política” aos cidadãos-eleitores do maior
colégio eleitoral do País. Quem não acredita, que faça a fineza de perguntar a
Bento Bento.
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