Em alusão aos 75 anos de existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a assinalar-se neste domingo, a Kutakesa – Movimento dos Defensores dos Direitos Humanos em Angola, serve-se do presente comunicado de imprensa para expressar o seu reconhecimento da importância deste documento marco na história da justiça no mundo em geral e em particular em Angola e o resto do continente africano.
A Kutakesa reconhece que esta Declaração serviu para alertar, consciencializar, promover a cultura dos Direitos Humanos e, principalmente, destacar o hábito da responsabilização criminal e comprometimento dos governos, instituições colectivas e singulares na protecção e garantia dos Direitos Humanos.
A Kutakesa lembra que volvidos estes 75 anos de existência, esta Declaração demonstra ser um passo positivo dos Estados com a igualdade e a justiça dos cidadãos, tendo motivado a criação não de leis mas também de instituições em cada país parte, após a sua proclamação e adpção pela Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da resolução 217, em Paris, a 10 de Dezembro de 1948.Para a Kutakesa, apesar destes avanços no geral, de modo
específico muitos são os retrocessos que têm dado origem a graves violações.
Assim, temos vindo a ver, a ler e a ouvir sobre repressão de manifestações
pacíficas, detenções arbitrárias, tortura psicológica, física, perseguições e,
mais grave ainda alterações o caso da criação de leis que violam não só a
Constituição, mas também a lei das Associações, actos que configuram violação
do princípio da autonomia das organizações
Ainda a título de exemplo, a exigência de um conjunto de
requisitos que em muitos casos chega a ser violação da Constituição, quando
essas obrigações chegam a impor a atualizar documentos mesmo que pela sua
natureza é tratado apenas uma vez.
Apesar deste quadro, Kutakesa defende que o trabalho das ONG
deve continuar e os defensores de Direitos Humanos não baixem aguarda.

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