O ex-presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, foi condenado, na segunda-feira, a cinco anos de prisão, por lavagem de dinheiro e “enriquecimento ilícito”.
O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, aguarda a chegada do presidente francês ao aeroporto de Nouakchott, Mauritânia, em 2 de julho de 2018.
Mohamed Aziz que estava a ser julgado desde Janeiro deste ano por alegada corrupção, liderou o país da África Ocidental, durante uma década, depois de chegar ao poder num golpe de Estado em 2008 e era um aliado das potências ocidentais que lutavam contra militantes islâmicos na região do Sahel.
O tribunal de Nuaquexote considerou Abdel Aziz culpado
de duas das 10 acusações, na sequência de um inquérito sobre alegações de
desvio de propriedade pública e corrupção, avançou a Reuters.
Um dos seus advogados classificou a decisão como "um veredicto político
que visa um homem e sua família”, porém para os promotores a condenação do
ex-chefe de Estado é histórica.
O tribunal, especializado em corrupção e crimes
económicos, absolveu alguns dos associados de Abdel Aziz que também tinham sido
julgados, incluindo dois antigos primeiros-ministros.
Abdel Aziz foi sucedido no cargo, em 2019 por um
aliado político, Mohamed Ould Ghazouani, o actual chefe de Estado do
país.
O governo de Abdel Aziz ficou sob escrutínio devido a
acções que incluíam acordos em projectos petrolíferos offshore, refere a mesma
fonte.

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