IR AO GUETO COM O ESPÍRITO DO LUXO

A foto que vemos demonstra o que em comunicação, política, institucional ou empresarial, se chama incompatibilidade entre  o cenário e à mensagem.

Sem olhar para o mérito ou demérito da escolha do “gueto”, por parte do markteiro que esteve na forja da ideia, a verdade é que o cenário acabou por revelar incompatibilidade entre o mensageiro e o local.

Ou seja, ficamos com um cenário do mensageiro que contratasta com a mensagem pretendida. Ou se ainda quisermos afinar mais, ficamos com uma mensagem sem conexão com o seu cenário.

Pensou-se em passar a imagem de que o mensageiro  representa os que vivem naquele cenário. No entanto, a luxúria, modernidade e a vida do conforto a que está habituado, essencialmente por quem nunca viveu no gueto, na miséria, muito menos nos ambientes dos conflitos armados, suplantaram a ideia do markteiro.

É que, quem vive no ambiente que vemos lá atrás não precisa de um tapete, nem mesmo de um jardim para comunicar. Não precisa do púlpito para uma comunicação informal e na rua, como foi a intenção.

O ambiente criado indica, claramente, o esforço em mostrar e fazer o que, naturalmente, a pessoa não está habituada a fazer. Aliás, até mesmo o markteiro está a mostrar que esteve preocupado com o sapato do lider.

Sem o tapete o sapato sairia roçado e empoeirado, o que não é normal para o nível dele, pensou!

É o mesmo que dizer “um homem da alta luxúria foi ao culto no gueto e não se enquadrou!

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