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IDIIA desafia associações empresariais na preparação para o mercado da SADC

A directora-geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Inovação Tecnológica de Angola (IDIIA), Filomena de Oliveira, lançou, domingo, em Luanda, um desafio aos empresários da indústria local: concorrer no mercado da SADC.

Fê-lo durante o encerramento da Semana da Indústria "Diálogos e Debates - Oportunidades para Pequenas e Médias Empresas", que gerou mais de 273 milhões de kwanzas entre os dias 22 e 26  deste mês, tendo  destacado as excelentes condições que Angola possui para competir nesse mercado.

No entanto, Filomena Oliveira ressaltou a importância de fortalecer as associações empresariais: "Devem ser mais representativas e defender os interesses verdadeiros, além de criar cooperativas para se tornarem mais robustas”, atira. E acrescenta: "A inteligência corporativa indica que parcerias com outros países da SADC e com a Zona de Comércio Livre Continental de África são essenciais e devem ser estabelecidas”.

A directora-geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Inovação Tecnológica de Angola reforçou mais adiante a necessidade de integração das diversas instituições públicas e privadas no desafio abrangente do desenvolvimento económico, "especialmente no sector industrial”.

Sobre o impacto do evento, Filomena Oliveira não teve dúvidas: "Proporcionou um espaço para diálogo e debates em comemoração à Semana da Indústria, onde foram expostos produtos das seis cadeias de valor: indústria circular, têxteis, madeira, florestas, pescas, produtos locais e regionais, construção civil, rochas ornamentais e cimentos”. Filomena de Oliveira acrescentou ainda que o evento serviu para identificar grandes oportunidades para o desenvolvimento de micro, pequenas e médias indústrias dentro das cadeias de valor disponíveis na economia nacional.

 A directora do IDIIA assegurou que esse trabalho será realizado de forma periódica visando a melhoria contínua do ambiente económico. "O trabalho vai continuar, tanto que daremos continuidade aos ‘Diálogos e Debates’ em Cabinda a partir do próximo dia 30  do presente mês", afirmou." 

Formação de grupo técnico

Entretanto, Filomena de Oliveira anunciou que um grupo técnico será formado por meio das associações empresariais. "Teremos uma série de reuniões em que debateremos, estudaremos e apresentaremos propostas para aprimorar não apenas esse ambiente, mas também para o desenvolvimento de mais produtos e serviços”, avançou.

Durante o encontro, foram discutidos temas como o acesso ao crédito, a burocracia, a concorrência desleal, a necessidade de organização, o capital humano, a partilha de experiências e as acções de cooperação e integração entre Estado, Associações, Cooperativas, Indústrias e Academia.

Cerca de  24 mil reclusos contribuem para a produção nacional

Os reclusos de vários estabelecimentos prisionais do país têm colaborado com a produção nacional nos sectores da Agricultura, Avicultura, transformação de matéria-prima entre outros.

A informação foi detalhada pelo superintendente-chefe prisional e director de Comunicação Institucional e Imprensa do Serviço Penitenciário, Menezes Cassoma. "No âmbito da parceria que temos com o Ministério da Indústria e da Agricultura, temos realizado alguma produção, tanto do ponto de vista agrícola como industrial”, enfatizou. O resultado desse programa, ressaltou Cassona, foi a recepção de algumas aves e, neste momento, durante a multiplicação delas, o serviço penitenciário já possui cerca de 24 mil aves para distribuir por todo o país.

O responsável informou que, actualmente, o sistema penitenciário conta com cerca de 24 mil reclusos, sendo 13 mil condenados e 11 mil em prisão preventiva.

"O número de reclusos envolvidos nessa actividade ainda é pequeno, motivo pelo qual buscamos mais parcerias com o Ministério da Agricultura e da Indústria para aumentar o número de reclusos envolvidos nas actividades artísticas, ofícios e produção industrial”, continuou Menezes  Cassoma.

Segundo Cassoma, uma parte desse material é vendida e o dinheiro arrecadado é utilizado para melhorar a alimentação dos reclusos. "É sabido que, no sistema penitenciário, essa prática é adoptada”.

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