A economia informal na Guiné-Bissau é alvo de várias cobranças e pagamentos, mas o dinheiro não chega aos cofres do Estado, realidade que o Governo quer contrariar com um programa de incentivo à legalização, avançou, sábado, o Primeiro-Ministro, Geraldo Martins
O chefe do Executivo guineense, em funções há pouco mais de três meses, adiantou, numa entrevista à Lusa que o Governo está a preparar um programa de incentivo da formalização dos informais, mas considerou que o problema não é apenas de falta de pagamento de impostos.
Desde o saldo para telemóvel à fruta, vende-se de tudo
nas ruas da Guiné-Bissau sem factura, o que não significa que este comércio não
pague, segundo o Primeiro-Ministro, que reconhece que o dinheiro fica, muitas
vezes, com quem faz as cobranças.
O problema dos informais, como disse, "é que
pagam, mas pela informalidade, os pagamentos que fazem, muitas vezes, não são
pagamentos legais no sentido de que não são pagamentos que chegam aos cofres do
Estado”.
O Governo acredita que será possível convencer os
informais, também, com os mecanismos que o Estado irá criar e que "vão
gradualmente poder utilizar, para serem operadores formais que participam no
processo de crescimento económico e da produção da riqueza”.

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