Político Angolano, antigo funcionário sênior das Nações Unidas, da Drew Care Internacional e da Universidade de Charlews Drew respectivamente e ex-colaborador do departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (DoD), junto das Forças Armadas Angolanas, mais propriamente na Direcção dos Serviços de Saúde das FAA (DSS).

Actualmente sou Pastor e Político Angolano, tendo participado nas eleições gerais de 2022, como candidato a vice-presidente da República na lista de um dos partidos da oposição.

Tomamos conhecimento da recepção honrosa que Vossa Excelência, Presidente dos Estados Unidos Joe Biden, irá fazer ao actual Presidente de Angola João Manuel Gonsalves Lourenço, no dia 30 de Novembro, na digna Sala oval que representa o símbolo e os valores de uma nação não somente poderosa mais também a mãe da democracia e exemplo de liberdade no mundo.

Ao longo do tempo em que trabalhei com instituições Americanas, conheci os valores e cultura do generoso povo Americano, dentre eles a defesa intransigente dos direitos humanos, a liberdade de expressão e o exercício da liberdade religiosa, só para citar estes.

Então pasmem-se Excelência, estes três valores intransigentes que o povo americano tanto defende tem sido sistematicamente violados em Angola mas tem se agravado, desde que  o actual Presidente Angolano João Lourenço que será recebido por Vossa Excelência assumiu o Poder.

Trago aqui vários exemplos, que são públicos. Os jovens activistas que de forma justa reclamavam e protestavam contra as difíceis condições que o nosso povo vive em Angola, foram praticamente silenciados, uns obrigados a abandonar o país, e exilarem-se em algum país do mundo, os que ficaram estão a sucumbir na sua própria liberdade e no sonho de uma Angola de todos;

Muitos Angolanos continuam privados de acesso a serviços básicos e essências como água, energia, saúde, alimentação, emprego, etc. mesmo nascendo em um país tão rico com mais de 40 riquezas naturais em seu solo. Hoje enquanto angolanos somos praticamente submetidos a uma espécie de neocolonialismo político, sem o poder de reclamarem, de exercer a liberdade de expressão, etc. pois corremos o risco de seremos reprimidos ou mortos em condições de confronto com as forças de ordem, defesa e segurança nacional.

Pastores e Políticos da oposição estão a ser sistematicamente perseguido até a exaustão, antes de forma silenciosa hoje cada vez mais aberta, eu particularmente sou perseguido por questões políticas desde 2018, inicialmente fui envenenado e posteriormente quase fui assassinado este ano de 2023 por motivos políticos. 

O deputado Nuno Dala, de um dos partidos da oposição, por exemplo já foi solicitado a retirada da sua imunidade para que fosse julgado por “crime de denúncia” ou seja ele denunciou um suposto crime, agora está a ser considerado criminoso.

O Advogado Helder Chiuto, também está a ser perseguido por denunciar certa prática indecorosa numa instituição do estado.

Já o procurador Luís Bento, afecto à comarca de Luanda está a ser perseguido pelo facto de ser Pastor, só para citar estes…

Portanto faço as seguintes questões, a Vossa Excelência…os americanos que serão representados nesse magno encontro, pela vossa Excelência que é um exímio defensor dos valores americanos, já concordam com a cultura da perseguição e silenciamento de vozes que pensam diferente ao actual governo angolano?

O generoso povo americano deixou de ser o protector dos mais fracos nas nações que hostilizam e violam os direitos humanos?

O generoso povo americano agora apoia países que perseguem seus cidadãos pelo simples facto de serem religiosos, críticos ao governo ou ainda exercerem alguma função no aparelho do estado?

O generoso povo América, o qual orgulhei-me a trabalhar nos diversos projectos em Angola em defesa dos direitos humanos, hoje apoia entidades singulares e coletivas que violam tais direitos?

Excelência, nós acreditamos ser possível ter e vivermos numa Angola de todos os Angolanos e defendemos que os recursos naturais de Angola pertecem ao nosso povo soberano.

Excelência, no espírito da paz social e da intransigente defesa dos direitos fundamentais dos Angolanos, nós a nova geração de Angolanos que cremos numa Angola diferente e defendemos uma Angola de todos sem reservas históricas e sem perseguições políticas, será que merecemos ser perseguidos por questões políticas?

Excelência esses são os meus questionamentos sinceros. Espero não estar a cometer o crime de questionamento!

Já que Vossa Excelência irá receber o Presidente de Angola, João Lourenço gostaria que para além de falarem dos interesses econômicos e do benéfico mútuo da relação América-Angola e dos 30 anos desta relação bilateral, solicito que não se esqueçam de abordar os direitos humanos em Angola e nem dos Estados Unidos apresentarem a sua posição de forma reiterada sobre esses assuntos.

Finalmente  agradeço o generoso povo Americano e despeço-me com elevada estima e consideração. Deus, Família, Pátria e Liberdade!