A ombala Mbalundu, localizada no município do Bailundo, no Huambo, acolhe de hoje até quinta-feira o encontro nacional dos reis e autoridades tradicionais de Angola, para a realização da primeira assembleia de balanço desta agremiação dos sobas.
A informação foi revelada pelo rei do Bailundo
Tchongolola Tchongonga, Ekuikui VI, tendo revelado que a iniciativa do encontro
é da Associação Nacional de Soberania Tradicional de Angola (ANSTA), que dois
anos depois da sua criação, pretende reunir estas e fazer análise de todas as
actividades realizadas neste período.
Com a materialização deste projecto, as autoridades
tradicionais vão ser bem dignificadas e valorizadas, uma vez que faz parte das
preocupações em carteira durante o quarto encontro nacional do poder
tradicional com o Presidente da República, que ainda pode acontecer este ano.
"Que se aprove com muita urgência o estatuto que vai guiar o poder
tradicional, onde vão estar plasmados todos os deveres e direitos dos líderes
das comunidades”, referiu.
O rei do Bailundo, Tchongolola Tchongonga
"Ekuikui VI”, revelou que o papel do líder tradicional é de extrema
importância, por ser o juiz da comunidade e aquele que vela pela vida das
populações, é o elo entre o Estado e o Povo.
Disse, ainda, que as condições estão criadas no
Bailundo, desde o alojamento, alimentação e outras necessidades, para receber
todos os reis, sobas e seculos, que vão representar as suas localidades.
Por seu turno, o vice-presidente da assembleia-geral
da ANSTA fez saber que esta organização foi instituída há dois anos,
contrapondo as acções da Associação Angolana de Autoridades Tradicionais
(ASSAAT), que entrou na descontinuidade. Acrescentou, a esse respeito, que os
líderes destas não pertenciam em linhagem real e não tinha conhecimento do
funcionamento do poder local.
Daí, disse que houve a necessidade de se criar um
outro organismo gerido por pessoas autóctones do poder tradicional de cada
região, para fazerem a gestão dos traços tradicionais a eles inerentes.

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