O Presidente brasileiro, Lula da Silva, foi submetido, na última sexta-feira, a uma cirurgia bem-sucedida num hospital particular de Brasília para implantar uma prótese de quadril e corrigir problemas na cabeça do fémur causados por osteoartrite que lhe causavam dores permanentes.
A cirurgia a Lula da Silva, que completa 78 anos este
mês, começou ao meio-dia e durou cerca de quatro horas, segundo o chefe da
equipa médica, Roberto Kalil Filho, que, citado pelo O Globo, disse que a operação
decorreu normalmente e que Lula "já está acordado, conversa e se sente
bem”.
O médico acrescentou que o Presidente brasileiro aproveitou a operação no quadril para se submeter simultaneamente a uma cirurgia plástica nas pálpebras dos dois olhos, conhecida como blefaroplastia, que visa retirar o excesso de pele ao redor dos olhos e que também foi bem-sucedida. Kalil Filho disse que a presidência não informou previamente sobre a cirurgia plástica porque não estava totalmente confirmada a sua realização.
Incentivo à produção nacional
O Governo brasileiro lançou, ontem, um plano de 42,1
mil milhões de reais (oito mil milhões de euros) para fortalecer o sistema de
saúde do país através do incentivo à produção nacional. "O Brasil importa
20 mil milhões de dólares das coisas que nós utilizamos na saúde. Se a nossa
indústria produzir isso activamente e tivermos uma capacidade de consumo
extraordinária, por causa do Serviço Único de Saúde (SUS), vamos desenvolver o
Brasil, desenvolver a indústria, gerar emprego de qualidade e atender a demanda
interna", afirmou o Presidente brasileiro, numa cerimónia no Palácio do
Planalto, em Brasília.
Segundo a Lusa, a estratégia visa ampliar a produção
nacional de itens prioritários para o sistema nacional de saúde e reduzir a
dependência externa de insumos, medicamentos e vacinas, entre outros. Na mesma
cerimónia, a ministra da Saúde brasileira, Nísia Trindade, frisou que o
objectivo é que em 10 anos o país produza 70% dos produtos necessários para o
sector.
O Governo brasileiro quer fortalecer a prevenção, o
diagnóstico e o tratamento de doenças como tuberculose, doença de Chagas, HIV e
hepatites virais.
Para atingir estes objectivos, seis programas
constituirão a espinha dorsal da estratégia.

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