Uma comitiva composta por 13 operadores turísticos, investidores e jornalistas estrangeiros da França, Itália e Espanha, constatam desde sexta-feira, nos municípios do Dirico e Rivungo, província do Cuando Cubango, as potencialidades da região angolana do Okavango.
O roteiro que vai abranger principalmente o Parque Nacional do Luengue-Luiana, tem como objectivo promover o turismo e identificar possíveis oportunidades de negócios e atrair mais investidores.
O coordenador da comitiva de investidores, Miquel Ribes, disse logo após a sua chegada ao parque nacional do Luengue-Luiana, que pretendem conhecer a realidade da fauna, flora e cultura da região angolana do Okavango e avaliar como fazer para promover as referidas potencialidades com a parceria da Agência Nacional para a Gestão da Região do Okavango (ANAGERO).Miquel Ribes garantiu que depois de constatarem as
potencialidades que a região oferece, vão continuar a manter contacto com a
ANAGERO, para atrair turistas.
Disse que através da sua agência de viajem, denominada
KANANGA, com sede em Barcelona (Espanha), irá promover as potencialidades
turísticas da região angolana do Okavango, para atrair turistas e potenciais investidores.
"É muito importante para nós conhecermos a região
angolana do Okavango, por ser potencialmente rica em biodiversidade”, disse.
Acrescentou que para tal foi necessário empreenderem
um grande esforço para saírem de Espanha para Angola, concretamente no
município do Rivungo, província do Cuando Cubango.
Um dos integrantes da caravana, Xavier Aldekoa,
jornalista do jornal espanhol "La Vanguardia” e da National Geografic,
disse estar contente de estar em Angola pela segunda vez com a responsabilidade
de promover além-fronteiras as potencialidades turísticas e da biodiversidade.
Xavier Aldekoa realçou que esta oportunidade é única de conhecer e divulgar as potencialidades angolanas por não serem praticamente exploradas, o que suscita uma verdadeira curiosidade por parte de qualquer turista ou operadores turísticos.
Promoção da actividade turística
O administrador técnico da ANAGERO, Dikla Kiala,
explicou ao Jornal de Angola que, o grupo de operadores turísticos e potenciais
investidores irá entrar no território angolano por estrada pela fronteira de
Bwabwata, no município do Dirico (Cuando Cubango) e vai percorrer o roteiro
turístico transfronteiriço que interliga as principais áreas turísticas de
Bwabwata (Dirico), Jamba, Benorio, Boa Fé e Bico de Angola (Rivungo).
Os operadores turísticos e potenciais investidores
querem realizar de forma particular o sonho de visitar a componente angolana do
projecto Okavango/Zambeze (KAZA) considerada por muitos o segredo mais bem
guardado da natureza em termos de vida selvagem.
"A pretensão é estabelecer uma parceria com a
Agência Nacional para a Gestão da Região Angolana do Okavango, para a promoção
de visitas turísticas na nossa região do projecto KAZA”, disse Dikla
Kiala.
A região angolana do Okavango, representa o maior
potencial turístico e tem despertado o interesse de operadores turísticos e
potenciais investidores que desejam conhecer as potencialidades e oportunidades
de negócios.
Dikila Kiala considerou que estas visitas de
potenciais investidores, são sinónimos do grande interesse do mercado turístico
regional pela componente angolana do Okavango, porque muitos turistas estão
ávidos de conhecer novos atractivos turísticos e não só, o que a parte angolana
actualmente oferece.
Anunciou que nos próximos tempos, a região angolana do
Okavango ganhará vários investimentos estrangeiros. Acrescentando que, nesta
altura, seis investidores já mostraram o interesse em investir na área,
principalmente nos sectores do turismo e agronegócio.
"Temos recebidos muitas solicitações por parte de turistas nacionais e estrangeiros que pretendem investir na região angolana do Okavango, para que ela possa ombrear de igual para igual com outros países integrantes do projecto Okavango/Zambeze, nomeadamente a Namíbia, Botswana, Zimbabwe e a Zâmbia”, destacou.
Postos fronteiriços
Fez saber ainda que já existe uma comissão bilateral
Angola-Namíbia que está a tratar da construção de quatro Postos Fronteiriços na
Região do Okavango, nomeadamente Bwabwata, Bico de Angola, Mucusso e Dirico.
Explicou que a construção dos referidos postos
fronteiriços são a condição sine qua nom para o aproveitamento de todo o
potencial turístico da região, porque vai permitir que os turistas
internacionais circulem entre Angola e Namíbia sem necessidade de uma
autorização especial como acontece actualmente.

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