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Conhecem Gabriel Tchiema

Já foi refugiado na província da Zâmbia em 1968. Cumpriu o serviço militar até 1990 na região de Cabinda, onde deu os primeiros passos na música, co-fundando e integrando a banda ASP, com a qual ganhou vários prémios nos festivais militares. Mas Cabinda foi também muito importante para a sua vida pessoal.

Foi lá onde conheceu e se apaixonou pela mulher da sua vida, mãe do seu filho, a actriz Raquel Da Lomba, com quem vive até aos dias de hoje.

Apesar do sucesso alcançado com os discos Nhena Nhi Nhami e Azulula, ainda não se sente realizado. Agora está chegado o momento de internacionalizar a sua música. Encara a criação de letras em línguas nacionais bem como a exploração dos ritmos tradicionais, como a melhor forma de valorizar a nossa cultura. “Uma vez que existem em Angola ritmos, tão ou mesmo mais agradáveis ao ouvido que o semba, não devemos esquecer o que se faz pelas províncias. O semba não e a única musica tradicional angolana”, lembra.

Tem convicções fortes e sabe por onde vai levar a sua carreira musical. É hoje um dos melhores artistas angolanos.

Anos depois do "Mingole", o músico e compositor na cidade de Saurimo (Lunda Sul), lançou em 2021, a sua quarta obra discográfica. O quarto CD, segundo o autor dos sucessos "Azulula”, "Mingole”, "Itela”, "Celebração”, "Tabwoka”, "Bimba”, entre outros, tem 14 faixas musicais, 99 por cento cantadas na língua nacional Côkwe. O disco trouxe ritmos do Leste de Angola, como a Txianda, Macopo, Kassekumuna, para além do Jazz e outros estilos afro.

“Não é normal que a nossa música, que é de raiz, seja chamada de alternativa”, lamentou Gabriel Tchiema.

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