A Organização Bombeiros Unidos Sem Fronteiras (BUSF) tornou publico a exoneração e exclusão do responsável em Angola, Flávio Canhongo, a quem pesa acusação de “enriquecimento ilícito” e de ter utilizado o nome da organização para benefício próprio.
Em resposta ao comunicado do Ministério do Interior de Angola, que declarou
ilegal a organização, a BUSF-Internacional comunica a destituição de suas
funções e exclusão a bem da disciplina.
Bolívar Fundão Filho, que recolheu depoimentos de vários jovens, acusou
Flávio Canhongo de enriquecimento ilícito.
“Nunca mandou uma ficha de um membro”, disse, afirmando que mais de 25 mil
jovens foram enganados.
Cálculo
simulado
De acordo com o responsável máximo da organização, Flávio Canhongo cobrava
a cada jovem 30 mil kwanzas (33 euros), sendo esse dinheiro alocado à empresa
que abriu, com o mesmo nome da organização.
“Cobrava um valor para o curso, dizia que a pessoa não passava na prova e
embolsava esses 30.000 kwanzas. Trabalhava para si”, denunciou.
simulou um cálculo só para ter uma noção de quanto esta avaliado esse
suposto enriquecimento ilícito
Sendo 25 mil jovens, multiplicado pelos valores cobrados 30.000kz, que
prefaz um total de 750 milhões de kwanzas, além dos 5 mil cobrado aos
associados no acto de inscrição.
Bolívar Fundão Filho disse lamentar toda esta situação, afirmando que a
BUSF é uma instituição formada por voluntários, principalmente bombeiros, mas
também engenheiros, médicos e enfermeiros, que criam uma equipa para dar
suporte em situações de desastre, estando subordinada a organizações
governamentais.
Só que esse documento “não condizia com o que era exigido, pois não se
tratava de autorização expressa, mais simplesmente um documento interno de
pedido”, lê-se no comunicado.
Esse documento fora apresentado em 2021, sendo que Flávio Canhongo teria
agora a função de legalizar a BUSF juntos dos órgãos competentes no país.
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