A peça “Rainha Ester”, do encenador Ângelo Neto, foi exibida no fim-de-semana, pelo Colectivo de Arte 1º de Maio de Angola, na Ex-Liga Africana, em Luanda.
A exibição da peça "Rainha Ester”, adaptação de
uma história bíblica, serviu para saudar os 14 anos do grupo. Embora tenha
registado um atraso de duas horas, os 15 actores apresentaram um espectáculo de
uma hora, que serviu de reflexão sobre como as pessoas podem confiar em Deus.
Hamã, um dos servos, por orientação do rei, tomou o
lugar do soberano, estando acima de todos os príncipes e todos se prostravam
diante dele, menos Mardoqueu, criando assim em Hamã ódio pelo tio de Ester.
Entristecido com a atitude de Mardoqueu, Hamã decidiu
matar todos os judeus, povo pertencente à rainha Ester.
Durante a exibição da peça foi apresentada uma
coreografia, de uma dança composta por cinco bailarinos trajados de calça e
camisola branca, para animar o público, enquanto a história da rainha Ester
estava a ser narrada.
Na final da apresentação, o encenador Ângelo Neto
disse à imprensa que não fácil montar a peça. "Tivemos algumas
dificuldades, conseguimos trazer o público à sala, apesar dos objectivos que
traçamos não serem alcançados a cem por cento, graças a Deus as pessoas não
mediram esforço e vieram assistir à peça”.
O encenador referiu que querem transmitir a palavra de
Deus através das artes cénicas, sublinhando que vai continuar a trabalhar para
adaptar outras histórias da Bíblia e apresentá-las ao público para a reflexão.
José Mendes, que assistiu à peça, disse que se comoveu
com a história de Ester e que o grupo foi bastante criativo na exibição, desde
a encenação até à vestimenta. "Gostei muito de assistir o espectáculo,
devemos aprender essas histórias, para conseguimos entender a dimensão de Deus
em nossas vidas”.
Luís Fernando, que também assistiu à peça, afirmou que
o grupo fez uma interpretação à altura do que a Bíblia relata no livro sobre
Ester. "Apesar do atraso, deu para se divertir e aprender que perante a
diversidade devemos buscar a Deus e confiar nele”.
O Colectivo de Arte 1º de Maio de Angola foi fundado
em 2009, pelo director artístico Ângelo Neto, enquanto estudante do I e II
ciclo na Escola 1º de Maio, com objectivo de unir jovens estudantes e não só,
afim de formar e dar a oportunidade do primeiro emprego através das artes
cénicas.
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