O Tribunal Judicial da Província de Inhambane, sul de Moçambique, condenou hoje um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), uma estrutura policial do país, a 13 anos de prisão, por incitação a golpe de Estado e a desobediência.
O tribunal assinalou que o somatório dos crimes imputáveis ao agente é
passível de uma pena de prisão até 24 anos, no mínimo, mas entendeu proceder a
uma "redução especial" por razões não especificadas.
O Ministério Público moçambicano acusou o agente da UIR de ter veiculado
mensagens, através da rede social `Whatsaap´, mobilizando outros membros da
polícia a rebelarem-se contra os atrasos salariais na corporação e ameaçando
"tirar o comandante em chefe (Presidente moçambicano, Filipe Nyusi) da
Ponta Vermelha (moradia oficial do chefe de Estado)", bem como "parar
o país".
"Para que os outros, que usam redes sociais, não difundam mensagens
que promovam golpes de Estado, nós pedimos que seja aplicada a pena de 30 anos
de prisão maior", declarou o magistrado do Ministério Público, durante o
julgamento do réu.
Durante o julgamento, o réu demarcou-se da autoria da mensagem, indicando
que a terá reenviado ao comandante-geral da Polícia da República de Moçambique
(PRM), Bernardino Rafael, na intenção de o alertar.
"Eu apenas recebi a mensagem e, como sendo membro da PRM e que jurou
defender a soberania nacional, logo que a vi reencaminhei ao comandante-geral.
Não sou eu o autor da mensagem", declarou o réu.
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