De uma forma geral a
história da humanidade é essencialmente ligada aos conflitos. Existem conflitos
nas Famílias, nas Igrejas, nas Organizações filantrópicas, nas Corporações de
grande, médio e pequeno porte, nas Associações Sindicais, nas agremiações
políticas, nas Instituições governamentais, etc. Nestas, a Mulher é sempre
chamada a desempenhar o seu papel apaziguador e de equilíbrio lá onde houver
tensões, tendo em conta o seu caráter de Mãe_ geradora de vida e Conselheira.
Estes atributos devem convocar todas as Mulheres a uma
reflexão profunda, para que a sua passagem no Mundo sirva de Concórdia, modelo
de paz e de harmonia.
Inversamente a esses dotes, existe na nossa praça
mulheres que ao invés de apaziguar, caluniam, injuriam para tirar partido desta
atitude, prejudicando seus semelhantes.
Houve na história da humanidade episódios que se não
fosse a presença e intervenção da
Mulher, ambientes de conflitos teriam resvalado para situações insuportáveis.
Nas vossas actividades e/ou nos vossos núcleos
profissionais e familiares, sejais congregadoras e flexíveis quanto a vossa
acção relativamente ao julgamento do vosso próximo.
Infelizmente ainda existem mulheres que quando se
instala um conflito num determinado meio, são as que mais incitam a violência,
o divisionismo e o separatismo, procurando com isso vantagens, semeando medo e
incerteza na sociedade em que elas estão inseridas. Convido essas manas a
reflectirem na passagem bíblica que diz: “ semelhantemente, ensine as Mulheres
mais velhas a serem reverentes na sua maneira de viver, a não serem
caluniadoras, nem escravizadas a muito vinho, mas a serem capazes de ensinar o
que é bom”. (Tito, cap_ 2, v_ 3).
O texto a cima chama atenção sob qual deve ser o papel
da Mulher líder na resolução de conflitos.
Existem mulheres líderes nas organizações que quando
são confrontadas com desafios a cima das suas capacidades, atiram_ se a todos e
todas utilizando o poder do cargo que ostentam.
Quantas não pagaram o preço mais caro da injustiça só
porque faltou o tacto da liderança feminina em resolver conflito!
Quantas organizações não pagaram caro porque no seu seio faltou o bálsamo da
mulher e em contrapartida receberam a gasolina ateada ao lume!?
Quantos não pagaram caro porque faltou a última
palavra apaziguadora de uma mulher!?
Diante dessas questões, qual deve ser o comportamento
da Mulher líder na resolução de conflitos?
1_ O comportamento da Mulher líder diante da resolução
de conflitos, devia servir de exemplo para o seu gênero e para o gênero
masculino, pois, é nela que deve repousar o sentido de sensibilidade, compaixão
e solidariedade, fazendo jus a sua
vocação divina a de gerar vidas.
2_ A Mulher líder e com uma ascensão diante das
outras, deve saber que nela estão depositadas todas as expectativas objectivas
e subjectivas no sentido harmonioso na hora do conflito. Infelizmente, às vezes
encontramos lideranças femininas mais radicais no momento de se encontrar uma
solução diante de um conflito.
Nalguns casos, as próprias líderes, são as principais
fomentadoras da intriga, da calúnia, da difamação, sacrificando o semelhante .
Não é possível que uma Mulher líder se volte a factos
extemporâneos com o fim de semear o ódio, a desunião e a calúnia no seio das mulheres.
Que espírito é este que pisoteia o senso humano que
deve nortear a acção de uma mãe que devia ser conselheira, centro de equilíbrio
e de gravidade?
Mulheres! Sejamos o ponto de equilíbrio quando formos
a emitir o nosso ponto de vista diante de um determinado conflito, agindo com
sabedoria e com o espírito humano, relembrando àquele momento de carregar uma
vida durante nove meses e colocá_ la ao Mundo.
A nossa missão na terra deve servir de exemplo e
sobretudo para as futuras gerações de mães geradoras de vida.
Evitemos a intriga, o aproveitamento do momento, a
calúnia, para que a nossa passagem pelo Mundo deixe flores que brotarão
para sempre, pois, querendo ou não,
nesta esfera terrena somos todos passageiros.
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