O Fundo Soberano de Angola que em 2017 tinha um investimento líquido avaliado em 5 mil milhões de dólares americanos tem na atualidade um investimento avaliado em 1,5 mil milhões de dólares.
Desde então, pouco ou quase nada se diz dos investimentos deste Fundo
criado para salvaguardar as gerações futuras.
O economista e coordenador do Centro de Investigação Económica da ULA,
Heitor Carvalho considera que "perdeu toda expressão ... e o Fundo foi
desbaratado, um Fundo que supostamente era a garantia da partilha dos
benefícios do petróleo para a geração futura, não estava disponível para
qualquer utilização pela geração presente, mas, infelizmente, foi
completamente".
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Superior
O valor que continha o Fundo foi descaminhado para fins fora do objetivo, para
o qual foi criado, e nem a Assembleia Nacional tomou conhecimento do que foi
feito, segundo o economista e parlamentar David Kissadila, da UNITA.
"Este dinheiro foi transferido para o Programa Integrado de
Intervenção nos Municípios, está a ser usado sem anuência da Assembleia
Nacional, não há qualquer prestação de contas que possa garantir que mesmo este
valor esteja a ser usado na sua totalidade desviou-se automaticamente os
objetivos de que foram criados,, praticamente o Fundo deixou de existir",
sublinha.
Citado pela imprensa recentemente, o presidente do Conselho de Administração do
Fundo Soberano de Angola, Carlos Alberto Lopes, afirmou ter havido uma quebra
no investimento no ano passado devido ao impacto da guerra na Ucrânia.
O presidente da Associação Industrial Angolana é de opinião que deve haver
mais transparência.
"Ao abrigo da legislação angolana é preciso que haja mais apresentação
de contas, nós não conhecemos, precisamos que o Fundo Soberano apoie mais a
micro-economia, por isso é preciso mais exposição pública e mais
relatórios", sublinha José Severino.
Por seu lado, o jurista e especialista em Finanças Públicas e antigo deputado é
de opinião que o "Fundo Soberano começou a pagar despesas correntes,
quando não devia, começou a ser utilizado para campanhas eleitorais e
conveniências políticas e acabaram por desvirtuar completamente o objecto pelo
qual foi criado".
O economista Nataniel Fernandes considera que o Fundo Soberano tem apenas
existência legal e "é um Fundo sem qualquer fundo praticamente".
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