A Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros apreciou, segunda-feira, em Luanda, a proposta relativa ao Plano de Inclusão e Apoio a Pessoas Portadoras de Deficiência 2023-2027, documento de médio prazo, que integra os objectivos, programas e acções a materializar pelo Executivo, durante a 4ª Reunião Ordinária, orientada pela ministra de Estado para a Área Social, Dalva Ringote Allen.
A proposta de diploma, de acordo com o comunicado final da reunião, justifica-se pela necessidade de políticas que visem a protecção às pessoas portadoras de deficiência, bem como promover a melhor e maior integração social.
Mais de 600 mil pessoas entre as 656.257 portadoras de deficiência enfrentam barreiras no mercado formal de trabalho, facto que representa 2,5 por cento da população angolana. Deste número, 365.547 encontram-se na zona urbana e 290.710 no meio rural.O difícil acesso ao mercado formal de trabalho e as
barreiras arquitectónicas são as principais dificuldades das pessoas portadoras
de deficiência, realidade que preocupa o Executivo. O plano de governação para
o quinquénio 2023-2027, recorde-se, tem como objectivo principal a atenção ao
cidadão e, nesta perspectiva, o Programa Nacional de Apoio e inclusão da pessoa
com deficiência comporta várias acções, para incluir as pessoas com deficiência
na vida social do país, através da adopção de políticas públicas,
estabelecimento de mecanismos de recolha de dados e de denúncia de casos de
discriminação, bem como garantir o apoio e reintegração das famílias com
pessoas com deficiência.
Segundo ainda o documento, a Comissão para a Política
Social apreciou o projecto de diploma que estabelece as normas referentes ao
processo de formação especializada no Serviço Nacional de Saúde, visando
habilitar os licenciados em enfermagem, para o exercício autónomo e
tecnicamente diferenciado da enfermagem, numa área da Saúde, atribuindo-lhes o
correspondente grau de especialista. No domínio do Ensino Superior, mereceram
análise os projectos de Decretos Presidenciais que têm como escopo a criação de
cinco instituições privadas do Ensino Superior, vocacionadas à formação de
quadros ao nível da graduação e pós-graduação, em diversas áreas do saber.
Integram o naipe das instituições privadas mencionadas no documento, a Escola
Superior Técnica de Saúde do Huambo, na província do Huambo; Instituto Superior
Privado Rei Luhuna (Cunene); Instituto Superior Privado Kiaxi (Luanda);
Instituto Superior Católico do Lubango (Huíla) e o Instituto Superior Privado
Wako Kungo (Cuanza-Sul).
As abordagens às iniciativas do Executivo visam a
satisfação das necessidades dos cidadãos, com realce para as acções formativas
ao nível do Ensino Superior, tendo em conta a demanda no acesso à formação
ministrada no subsistema de ensino, bem como à concretização da política
nacional de promoção do emprego e de valorização dos recursos humanos
nacionais.
Refira-se que os decretos presidenciais 237/11, de 30
de Agosto, sobre Política para a Pessoa com Deficiência, e 238/11, de 30 de
Agosto, sobre Estratégia de Protecção à Pessoa com Deficiência e outros
diplomas legais estabelecem o acesso da pessoa com deficiência ao ensino
primário, médio e superior, ao emprego, à isenção do pagamento do imposto sobre
os veículos motorizados, à habitação, à bolsa de estudo, entre outros.
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