O presidente do Partido
de Renovação Social (PRS) Benedito Daniel, falou em exclusivo ao portal de
noticia verdadeseverdades, que o seu partido está de saúde e diz que não está a
reboque do MPLA e o principal culpado pela vida difícil dos angolanos. O
deputado à Assembleia Nacional aponta
como solução o federalismo para o desenvolvimento de Angola.
Por: Inácio Cândido e Francisco Mapanzu
Presidente Benedito Daniel,
como anda o partido que o senhor lidera?
Benedito Daniel: Em primeiro lugar quero agradecer a entrevista
que esse portal por mim conceder esta entrevista. E para dizer, que o Partido
de Renovação Social (PRS), está forte e de saúde, depois de termos disputado as
eleições gerais de 24 de Agosto de 2022, porque o partido havia trabalhado para
aumentar o seu número e nós mesmos tivemos muitos votos, jornalista e população
mais atenta podem constatar, mas infelizmente os resultados que tivemos é tudo
uma farsa. Esta é uma condição que a nossa comissão eleitoral temos vindo a nos
queixar e achamos até aqui nós não melhoramos conseguimos o terceiro lugar mais
sem o número de deputados que podesse justificarem. Alliás, esse número já era
fixado, infelizmente o número veio a desaparecer, mas nós não estivemos lá,
somos nós que trabalhamos no escrutinio eleitoral e para não complicarmos a
situação, e não temos órgão justiça. Tudo em Angola é dicidido de forma política,
por isso que reconhecemos os resultados mais o nosso trabalho começou logo que
foram divulgdos resultados.
Senhor Presidente do partido PRS Benedito Daniel, pelos últimos resultados das eleições, aonde que o partido errou?
BD: O PRS não errou de uma forma. O que aconteceu que os
resultados foram atribuidos. Aqueles não foram os resultados que sairam no escrutinios
conforme o povo votou. Nós estamos em crer se os resultados voce escrutinado
tal igual o povo votou. Se os senhores jornalistas acompanharam, nós tinhamos
muito mais. Mas para todo efeito fomos colocado no terceiro lugar, e fomos
fixados com um número de voto muito elevado com três deputados, mas o outro
deputado veio a esfumar-se, sem uma justicação aplausível, como é que esse
deputado desapareceu e ai o nosso número também esfumou-se e apenas ficamos com
11 mil votos e perdemos quase 9 mil votos. Na província do Huambo conseguiu-se
10mil votos, mas fomos atribuidos 4 mil votos, e isso aconteceu em todas as
provincias do país. Isso para dizer, que não tem uma Comissão Eleitoral fiável,
aquela que trabalha para uma democracia ou que trabalha para o povo. Esse
assunto já é recorrente, questões desta natureza não podemos construir a
democracia que nós desejamos.
E entende que a Comissão
Nacional Eleitoral está refém ao regime?
BD: Sim. A CNE está refém ao regime, porquê se não estivesse
ao regime, devia trabalhar de forma independente. Nós não constátamos, nem
desta vez e nem de outras eleições diferente. O regime com a CNE são todos
iguais. Porque não existe diferença de trabalho, nem politica e nem da
comissão.
Andou pelo país e fez
campanha. O povo entende que é o federalismo ou foi um erro?
BD: O federalismo hoje é muito mais aderido que em outras épocas.
Se ano anterior, quando começamos falar era apenas para elites, academicos,
políticos, mas hoje o federalismo é aderido por toda gente. Porque a própria
população começa a procurar as melhores condições e também começa procurar qual
é a formação política que têm as melhores condições.
Por causa disto que clamam por implementação das autárquias
locais. Porque acreditam que com as autárquias poderiam contribuir para o
melhoramento da vida de muitas familias e esse processo é muito aderido. Só
mesmo aqui em Angola, irás percorrer muitas zonas e vais perceber que não
existe Governo, nem o sinal da rádio nacional chega. Os habitantes que vivem nas orlas
fronteiriças não conhecem nada de Angola e quando chegamos lá, a pergumta que
nós fizeram foi o seguinte: vocês só vieram aqui nesta altura das eleiçõespedir
voto, mas depois irão desaparecer. Primeiro é muito difícil as vias de
comunicação e apenas aqueles povos que lhes dentifica é só bilhete de
identidade.
Estás a querer dizer
os povos que vives nas fronteiras, dependem dos países vizinhos?
BD: Sim. Falei dos municipios das orlas fronteriças, é
isso que eu falei e entretanto não há capacidade de resposta. Para aquela
população, se você vai do outro lado, o asfalto termina mesmo na última aldeia,
enquanto aqui não existem nada. E outra situação que vou apontar muito
vergonhoso nós temos um país que se chama Angola, do outro lado temos a Zâmbia
menos desenvolvida que Angola, fica só no limite e vai perceber que o zambiano
está a vir com uma chata a motor e o angolano está aparecer com uma chata a
remo, e você vais poder fazer cálculo,
quem que está atrasado. Ele vai fazer milhas e milhas com carga, e muita
corrente e essas questões devem ser
resolvida. A própria casa da rainha Nhanhakatolo, no Cazombo, o palácio ainda é
de capim em pleno século e não se pode acreditar isso. Se a rainha vive na casa
de capim, imagina o último cidadão.

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