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“O nosso rap é definido como único não somos cópias somos originais”

 




O grupo
de Hip-Hop, Duo MM Mwimbo,  palavra em quimbundo
 que significa Música em português,  entrevista ao Portal Verdadeseverdades,falam
sobre a sua trajetória, dizem não ser cópias de ninguém, e que o seu Rap é
definido como único. Fazem críticas ao estilo Kuduro, por promoverem
futilidades, segundo suas opiniões.



Por:
Manuel Tomás



MM
Mwimbu, é o nome da dupla, formada por, Mésene nguxi e Mano Muzemba, em 2016.
Fazem rap em Kimbundo, Lingala e Francês, e prometem encantar com o seu
trabalho. A sua EP, está para breve.



1-O
vosso grupo Duo MM Mwimbo,em que ano foi fundado?



MN: O
nome do grupo é MM Mwimbo fundado em 2016 por Mésene nguxi 1 ano depois do
lançamento do meu primeiro mini álbum intitulado "Eu e o meu Rap",
lançado em 2015.



2-Quem
teve a ideia de formar o grupo?



MN: A
um tempo, Muzemba procurou-me para dar-lhe suporte, no rap, por passávamos
muito tempo juntos, veio a ideia de criar o grupo. foi iniciativa minha.



3-Como
foi que entraram para o mundo da música?



MN:
Entrei no mundo da música em 1996 por iniciativa própria tudo começou na escola
no seio dos meus colegas como igrastyle, Zé Dado ambos elementos do grupo
" Positivos com Vocabulário",

Kihonda, williaco  apapaco, Dinho Vinci s
ambos integrante do grupo "Gritos Espontâneos", grupos que cheguei a
fazer parte em anos diferentes como integrante activo destes grupos.

Sem esquecer o 'Afro News", fundador do projecto SD e mentor da música
" Brother Brother".



MM:
Comecei por fazer música gospel e mais tarde, fui gostando de outras
sonoridades.



4- Quem
são as vossas fontes de inspiração? 



MN: Fui
influenciado pela música americana do Estados Unidos, tenho como fonte de
inspiração vários artista do estilo Rap,ragae e pop rock.

De Angola as minhas fontes de inspiração foram os "Consciência Activa,
Positivos com Vocabulário, Gritos Espontâneo, SSP e outros.



MM:
Tenho como fonte de inspiração a música gospel. comecei muito cedo no coral da
igreja.



5- Para
além de cantar, tocam alguns instrumentos? Quais?



MM: sim
tocamos. Eu toco, guitarra baixo, solo, ritmo e bateria.



MN: Eu
toco Violão.



MM:
Além disso, cantamos em língua nacional kimbundu, de Angola, lingala do Congo
Democrático e também francês. Com estás línguas da terra, prometemos encantar.



 



6- Vocês usam várias fusões  no vosso Rap, como definem o vosso estilo?



 



MN: Usamos sim várias fusões no nosso
Rap principalmente o kilapanga e o ragae de modo a criar a nossa própria
identidade.



O nosso Rap é definido como
"único", não somos cópias nem reprodutor somos originais.



7- Vejo-vos várias vezes a cantarem
em bares. Como é que as pessoas, têm recebido a vossa música?



 



MM: As pessoas recebem a nossas
músicas com bastante alegria e satisfação e já somos apelidados como
conservadores.



 



8- Ao vosso parecer,  Qual é o estado da música Angolana?



 



MM: O estado actual da música carece
e precisa urgentemente da intervenção de quem é de direito ou seja, o Ministério
da cultura  tem que dar  "puxões de orelhas" aos nossos
compositores. É uma futilidade, a forma como escrevem as suas músicas, e
normalizamos isso.



 



9--Há espaço para os músicos de todos
os estilos em Angola?



 



MN: Espaço sempre existiu o que não
existe é atenção para alguns estilos, o mais privilegiado é o estilo kuduro e é
o que mais promove futilidade e o mistério apoia principalmente no Cazenga e
Viana etc.



 



10- O que falta?



 



MM: Falta auscultação e diálogo
aberto com os fazedores.



 



11- Para quando a vossa EP?



 



MN: A nossa Ep sairá em Dezembro,
mais até lá lançarei 4 singles sem a participação do Mano Muzemba. o lançamento
da música "Xikameno Rap", feito no dialeto Kimbundu ( skills) estará
disponível nas nossas paginas.



12- Que conselhos gostariam de
deixar, para os nossos leitores?



MN: Aprendam as vossas línguas.
Principalmente as nativas e vamos deixar o preconceito linguístico de fora.
Muitas vezes aplaudimos quem fala a língua do "colono", e esquecemos
as nossas próprias línguas.



MM: juntos podemos jogar o
preconceito linguístico fora do nosso seio.



Sejam positivos jogam fora o
negativo.

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